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A HORA CERTA

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

AS LUTAS DE CLASSES


A luta de classes é uma expressão que se refere  a oposição, historicamente verificada, entre as diferentes classes da sociedade. É, simultaneamente, uma luta económica, de antagonismo social e conflito político, que se tornou presente em toda a história da humanidade à medida que lentamente se foi desagregando o sistema comunitário. Surgem então posições opostas que originam uma permanente luta que atingiu toda a esfera da vida económica e social, passando a constituir uma das forças motoras mais importantes da história. 


O carácter erronio  das relações de produção e distribuição origina interesses contraditórios que se manifestam na luta de classes, quer entre as próprias classes dominantes, aristocracia e burguesia, quer entre estas classes e os produtores individuais ou os trabalhadores. Este antagonismo assume, por vezes, a forma de conflitos violentos. 


As pessoas duma classe dominante exercem o seu poder e autoridade sobre as classes reputadas como inferiores, segundo um princípio básico “quanto mais elevado o grau que ocupa na sociedade, o possuidor de autoridade tirará benefícios, quanto ao mais fraco for o seu poder, menor será o seu ganho”. Aqueles que não exercem qualquer autoridade, as suas riquezas só estarão em proporção com os seus trabalhos. Acontece isso com os agricultores em geral, os artesãos e a maior parte dos mercadores. 


A classe vitalmente interessada no progresso das forças de produção opõe-se às relações sociais predominantes, mantidas e sustentadas pela classe que detém o poder e os seus privilégios. Assim aconteceu, por exemplo, com o regime feudal, em que a burguesia encabeça a luta contra o feudalismo, aproveitando as sublevações dos servos e as lutas entre camponeses e os senhores feudais, para se apoderar do poder político e conseguir tornar-se a classe dominante. A luta de classes desempenha assim a função histórica de força motriz do desenvolvimento da sociedade.


As tensões entre as classes exploradas, servos, camponeses sem terra e escravos, e as classes senhoriais, foram constantes ao longo da história e assumiram com frequência o carácter de sublevações de extrema violência. 


Com a formação do capitalismo, intensificou-se a luta de classes, caracterizada por uma constante oposição entre os interesses antagónicos dos trabalhadores assalariados e dos capitalistas que intensamente os exploravam.

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